Associe-se
Area Restrita

 O ministro de transporte da França anunciou recentemente que o ministério apoiará o desenvolvimento de uma aeronave alimentada até hidrogênio verde até 2035. Um primeiro protótipo deve ser apresentado ainda entre 2026 e 2028.

 Segundo relatos da mídia francesa, o governo planeja gastar 1,5 bilhão de euros em financiamento público nos próximos três anos em pesquisa e desenvolvimento com o objetivo de "alcançar uma aeronavezero emissão de carbono em 2035".

A prioridade, de acordo com o Ministro da Transição Ecológica, é usar hidrogênio em vez de querosene. Um grande obstáculo para seu objetivo será como eles aumentarão a densidade de energia das pilhas a combustível necessárias para alimentar uma aeronave, sem aumentar o peso do sistema. Outro obstáculo será resolver o problema de segurança em termos de armazenamento de hidrogênio a bordo.

Para saber mais, acesse AQUI.

Quando se ouve falar em hidrogênio, geralmente se pensa veículos elétricos de pilhas a combustível (FCEVs). E ao mesmo tempo em que as vendas desses veículos devem realmente aumentar, é previsto que que o hidrogênio terá um impacto muito maior no transporte pesado, de longo curso, carga, transporte público e até potencial aviação, em aplicações que a baixa autonomia de sistemas puramente elétricos é um limitante.

Os avanços no transporte representam um dos primeiros passos para a realização de uma economia de hidrogênio.

Transporte público:

Muitas países já estão adotando o transporte público movido a hidrogênio. Em 2018, a Alemanha alcançou o primeiro lugar global ao colocar em operação dois trens a hidrogênio, substituindo os motores a diesel existentes; outros 14 trens devem começar a operar em 2021. Além disso, a Alemanha está construindo uma pilha a combustível de 1 megawatt (MW) para gerar hidrogênio livre de emissões, suficiente para abastecer uma frota de ônibus híbridos elétricos-hidrogênio (OHEH) na cidade de Wuppertal. Os OHEH2 já operam na Europa, EUA, Japão, Coréia do Sul e China, entre outros.

Aviação:

A Agência Internacional de Energia (AIE) prevê que combustíveis sintéticos a base de hidrogênio são uma solução potencial para reduzir as emissões na aviação. Os biocombustíveis derivados de hidrogênio têm potencial de permitir que o setor de aviação voe com grande autonomia, sem emissões. Como exemplo, um projeto na Holanda construiria um eletrolisador de 60 MW alimentado por parques eólicos marítimos do Mar do Norte, para criar hidrogênio que seria convertido em metanol e combinado com óleo de cozinha e produzir 100.000 toneladas de biocombustíveis para aviação por ano. 

Marítimo:

A Organização Marítima Internacional (OMI) da ONU estabeleceu uma meta para a indústria marítima reduzir pela metade suas emissões de gases de efeito estufa até 2050. Uma vez que o uso de somente baterias peca quanto a autonomia do sistema, abordagens alternativas estão sendo pesquisadas para descarbonizar o setor.
Como explica o e-book sobre hidrogênio do Grupo Mitsubishi Heavy Industries (MHI), espera-se que essas metas de redução nas emissões direcionem a demanda por amônia como novo combustível marítimo de baixo carbono. A amônia pode ser fabricada a partir do hidrogênio e é um gás mais denso, podendo ser liquefeita se pressurizada a temperatura ambiente, e transportada em grandes volumes. 

 

Soluções como essas significam que o mundo já está caminhando para uma economia sustentável, com o uso do hidrogênio.

 

Para saber mais, acesse AQUI.

 

De acordo com a empresa especialista em eletrólise, Nel Hydrogen, o mercado que impulsiona uma grande parte do crescimento da produção de hidrogênio via eletrólise é a indústria de manufatura química, principalmente para produção de amônia e metanol, bem como refino de petróleo e fabricação de aço. Nesse contexto, a Nel chama atenção para o grande crescimento em suas vendas projetadas de sistemas de produção de hidrogênio por eletrólise, que nos últimos anos aumentou em dez vezes.

O principal fator por trás desse crescimento é devido à eletrólise se apresentar como uma alternativa ecológica de baixo custo à produção de hidrogênio por combustíveis fósseis, como gás natural, petróleo ou carvão. A maneira mais comum de produzir o hidrogênio nos dias e através da reforma do metano, obtido a partir do gás natural. Esse processo gera 10 a 12 toneladas de CO2 por tonelada de hidrogênio produzido. Por outro lado, os eletrolisadores, se alimentados com eletricidade gerada sem emissões, podem produzir hidrogênio com zero emissão de carbono, tornando a mudança para a eletrólise uma maneira atraente para as empresas atingirem seus objetivos de sustentabilidade.

O crescimento de escala na produção de energia renovável, como solar e eólica tem reduzido os custos operacionais da eletricidade produzida sem emissões, e os avanços significativos na tecnologia e capacidade de fabricação de eletrolisadores, também reduziram suas despesas de capital em mais de 60% nos últimos anos, diz Nel Hydrogen. 

Ainda assim, eletrólise não se limita apenas à geração de hidrogênio e oxigênio. A Nel tem trabalhado, em conjunto com a Opus 12 no desenvolvimento de um eletrolisador modificado, utilizando uma nova família de catalisadores redutores de CO2. Esse novo sistema pode operar com qualquer combustível carbonoso para produzir compostos a base de carbono e oxigênio puro. Essa nova tecnologia pode atender a um mercado de mais US$ 65 bilhões até 2025 e reduzir em mais de 10% as emissões mundiais de CO2.

Para saber mais, acesse AQUI

07062020Os pesquisadores do Grupo de Estudos do Setor Elétrico da UFRJ, GESEL, publicaram um documento dissertando sobre as oportunidades, desafios e perspectivas da transição energética em curso e o papel do hidrogênio nesse contexto.

De acordo com os pesquisadores, "no processo de transição energética, buscam-se fontes que garantam, simultaneamente, a descarbonização e a segurança energética, no panorama de sustentabilidade." e , "o hidrogênio (H2) é uma fonte que se insere neste contexto como um vetor energético limpo, capaz de garantir ambos objetivos estratégicos."

O documento trata ainda sobre rotas de produção, usos finais, políticas públicas internacionais e, principalmente, o potêncial brasileiro na produção e utilização do hidrogênio.

Para acessar o documento completo, clique AQUI

 A recente tecnologia de carro híbrido, elétrico com pilha a combustível, desenvolvida pela Toyota e BMW fornece 170 cv em modo totalmente elétrico, ou até 374 cv de potência quando em modo híbrido

Ele é um elétrico sem recarga direta (não plug-in), mas que possui uma bateria a bordo, recarregada principalmente pela pilha a combustivel. A bateria é responsável por cobrir solicitações repentinas de energia que não podem ser entregues prontamente pela pilha a combustível, bem como armazenar a energia recuperada durante a frenagem. Uma das vantagens do sistema de pilhas a combustível é que o carro não depende da recarga da bateria, mantendo a autonomia alta em todas as condições.

O novo sistema de pilhas a combustível é instalado na dianteira do veículo, e será testado em uma pequena série do atual X5. No centro do carro, embaixo do assoalho, há dois tanques de hidrogênio que podem conter um total de seis quilos de hidrogênio, armazenados em 700 bar, abastecidos em 4 minutos. Na traseira encontram-se o motor elétrico, a eletrônica de controle e a transmissão.

O primeiro modelo de produção definitiva do carro deve chegar só depois em 2025, quando a rede será mais difundida, o gás hidrogênio terá um preço mais competitivo e será produzido de forma sustentável. A BMW acredita que a tecnologia possa ser combinada aos motores de combustão interna tradicionais, a híbridos plug-in e a modelos totalmente elétricos.

Para saber mais, acesse AQUI

Topo