Associe-se
Area Restrita

oie 9201437uVYSNjHOA submissão de resumos para o 1º Congresso da ABH2 será feita através da plataforma da Revista Matéria e ocorrerá até 31 de Agosto de 2019. Para visualizar o passo-a-passo de como realizar a inscrição na plataforma da Revista Matéria e submeter o seu artigo, clique AQUI.

O calendário com as datas referentes à submissão de resumos está disponível AQUI.

Os resumos dos artigos deverão seguir o template padrão, disponível AQUI.

Para mais informações, acesse o site do Congresso AQUI.

oie 9201513tBNsEhkEO 1º Congresso da Associação Brasileira de Hidrogênio, ocorrerá de 7 e 8 de novembro de 2019, no Rio de Janeiro - RJ.

O Congresso tem por objetivo incentivar pesquisas científicas e tecnológicas nas áreas de energia do hidrogênio e promover ações de cooperação entre instituições científicas, órgãos de fomento e empresas da área.

Para saber mais sobre como participar, acesse o site do Congresso AQUI

oie pJIey2sefyF9A 22ª Conferência Mundial para a Energia do Hidrogênio - World Hydrogen Energy Conference - WHEC 2018

O LabH2-Coppe/UFRJ realizou no Parque de Exposições do hotel Windsor Barra na Barra da Tijuca - Rio de Janeiro - RJ, em junho de 2018, pela primeira vez no Brasil, a 22ª Conferência Mundial para a Energia do Hidrogênio - World Hydrogen Energy Conference - WHEC 2018. A Figura 1 mostra a entrada da Exposição Empresarial da WHEC 2018.

A WHEC é realizada desde 1976 a cada dois anos, sem interrupção, em diferentes locais ao redor do mundo, sempre com o apoio da Associação Internacional de Energia de Hidrogênio (International Association for Hydrogen Energy, IAHE). Já foi realizada em 20 cidades, em 13 países, tais como Stuttgart e Essen na Alemanha, Tóquio e Yokohama no Japão, Montreal e Toronto no Canadá, Paris e Lyon na França, Pasadena e Miami nos Estados Unidos, Moscou na Rússia, Zurique na Suíça, Viena na Áustria, Brisbane na Austrália, Buenos Aires na Argentina, Pequim na China e Gwangju na Coréia do Sul. Esta foi a primeira vez que o evento aconteceu no Brasil.

Dentre os grandes desafios do Século XXI, destacam-se a eficiência energética, como forma de aliviar a demanda sempre crescente e a homogeneização do suprimento de energia em todas as regiões do país e de todo o mundo. A WHEC 2018 teve como objetivo discutir o tema Energia do Hidrogênio, considerando que energia será o grande desafio do Século XXI e que a segurança energética dependerá essencialmente do desenvolvimento de novas fontes de energia que sirvam como alternativa às fontes usadas atualmente, para diversificar a matriz energética e garantir o desenvolvimento sustentável da economia mundial. A realização da Conferência no Brasil atuou como elemento promotor da melhor capacitação científico-tecnológica do país sobre a área de Energia do Hidrogênio, abordando temas como a geração e o armazenamento de energias renováveis.

Confira o relatório do evento AQUI

Os proceedings da WHEC 2018 estão disponíveis para os sócios da ABH2 na área restrita.

Uma edição especial da International Journal of Hydrogen Energy contendo trabalhos apresentados na WHEC 2018 será divulgada ainda esse ano.

1º de Julho de 2019, França: 'Hidrogênio metálico', como presente em Júpiter, foi recriado aqui na Terra

O hidrogênio, como você deve saber, é um elemento encontrado em grande abundância na Terra, principalmente em sua forma gasosa - quando em condições normais de pressão e temperatura. No entanto, em outros planetas, onde essas condições são bem diferentes das que encontramos por aqui, como seria o caso dos gigantes gasosos que existem no Sistema Solar, o hidrogênio pode apresentar forma líquida.

Mais especificamente, em mundos como Júpiter, nos quais a pressão em seus núcleos atinge níveis extraordinários, o hidrogênio que envolve essa região do planeta é comprimido e não se apresenta como um gás, mas sim na forma de um líquido metálico que, na Terra, teria incontáveis aplicações. Pois um time de cientistas franceeses diz ter produzido esse material em laboratório.

Os pesquisadores desenvolveram um novo tipo de espectrômetro infravermelho para que fosse possível observar o comportamento da amostra de hidrogênio. Eles, então, usaram uma prensa com diamantes diferentes, cujas pontas tinham formato de rosquinha - em vez de planas, como em testes anteriores -, e essa alteração permitiu que os pesquisadores alcançassem pressões de até 600 GPa. E, quando o hidrogênio foi submetido a pressões de 425 GPa, a amostra começou a absorver a radiação infravermelha e se tornar opaca, indicando que ela estava se convertendo em um metal.

Segundo a equipe, é possível que essa forma de hidrogênio exista graças às leis do confinamento quântico, onde os elétrons de um material têm seu movimento restringido por conta da pressão e as moléculas e átomos se rearranjam, causando o que os cientistas chamam de "fechamento do bandgap". Na realidade, de acordo com essas leis, qualquer material com propriedades isolantes - como seria o caso do oxigênio também - poderia ser convertido em um líquido metálico com propriedades condutoras caso fosse submetido à uma pressão alta o suficiente. E qual a importância disso?

Para começar, a possibilidade de produzir hidrogênio metálico em laboratório permitiria que os núcleos dos gigantes gasosos fossem estudados sem que fosse preciso enviar sondas espaciais até um deles. O avanço também seria de grande utilidade para cientistas conduzindo experimentos em física e alta energia, sem falar que as propriedades desse material poderiam ser melhor compreendidas - e isso é muito importante.

Afinal, os pesquisadores acreditam que o hidrogênio metálico tem capacidade de se converter em um supercondutor em temperatura ambiente, o que causaria uma verdadeira revolução na indústria tecnológica.

Para saber mais clique AQUI

29 de Junho de 2019: Hidrogênio como combustível é promissor, mas produção traz desafios
O hidrogênio tem o potencial de se tornar um importante componente para um futuro de energia limpa, complementando a eletricidade. Porém, terá de superar formidáveis barreiras técnicas para cumprir esse papel. "O hidrogênio nunca teve tanto interesse internacional, mesmo diante do impressionante progresso recente de outras tecnologias de energia de baixo carbono, como baterias e energias renováveis", apontou um relatório recente da IEA (Agência Internacional de Energia).

Os políticos já se interessaram pelo hidrogênio antes -- após os choques do petróleo dos anos 1970, preocupações com o clima na década de 1990 e preocupações com o pico do petróleo nos anos 2000. O interesse voltou a diminuir quando os preços do petróleo caíram e as políticas ambientais mudaram para outras tecnologias promissoras.

Porém, agora pode ser diferente. De acordo com a IEA, o hidrogênio pode ser uma parte essencial do kit de ferramentas necessário para alcançar os objetivos de descarbonização que os políticos estabeleceram em acordos climáticos.

Os planos para reduzir as emissões para quase zero até meados deste século, anunciados por alguns governos, colocaram os holofotes em setores onde a eletricidade não é o fornecedor de energia preferido e as emissões são difíceis de reduzir. Tais setores incluem aviação, transporte marítimo, produção de ferro e aço, fabricação de produtos químicos, transporte rodoviário de longa distância e aquecimento para edifícios. A dupla transição planejada (transferir o sistema de energia para eletricidade e descarbonizar a geração de eletricidade) pode não funcionar nessas áreas.

O hidrogênio pode ser um melhor gerador de energia em pelo menos algumas dessas aplicações, segundo a IEA. O gás poderia ter outros benefícios, incluindo combater a poluição do ar e facilitar a transição para a energia limpa, ao mesmo tempo reduzindo possíveis problemas para os trabalhadores e comunidades intimamente ligadas aos combustíveis fósseis.

A produção mundial de hidrogênio puro é de cerca de 70 milhões de toneladas por ano, com outras 45 milhões de toneladas de hidrogênio produzidas como parte de uma mistura de gases.

O hidrogênio puro é usado principalmente no refino de petróleo e na produção de amônia, principalmente para fertilizantes, enquanto os gases misturados são fornecidos para produção de metanol e aço. O hidrogênio puro ainda não é comumente utilizado como combustível.

Ele pode ser produzido diretamente a partir da água por eletrólise, mas quase todo o hidrogênio atualmente em uso é gerado a partir da transformação a vapor do metano ou da gaseificação do carvão.

A eletrólise é o caminho perfeito para transformar o excesso de eletricidade de fontes solares, eólicas e outras fontes renováveis em hidrogênio com emissões zero.

Por outro lado, a transformação a vapor do metano e a gaseificação do carvão são ambos processos intensivos em energia que produzem quantidades prodigiosas de CO2 (dióxido de carbono). A produção de hidrogênio puro atualmente representa 6% do uso mundial de gás natural e 2% do uso mundial de carvão -- este último principalmente na China. A produção é responsável por cerca de 830 milhões de toneladas de emissões de CO2 por ano, equivalentes às emissões combinadas da Indonésia e do Reino Unido.

Em um futuro sistema de energia limpa, o hidrogênio e a eletricidade poderiam ser fontes complementares de energia, já que a eletricidade pode ser prontamente transformada em hidrogênio e vice-versa.

O hidrogênio poderia, portanto, ajudar a resolver problemas de geração de eletricidade renovável intermitente, fornecendo um meio de armazenar energia ao longo do tempo e transportá-la por longas distâncias.

"Como o hidrogênio pode ser armazenado e usado em vários setores, a conversão de eletricidade em hidrogênio pode ajudar na correspondência entre oferta e demanda de energia variável, tanto temporal quanto geograficamente", escreveu o IEA.

"Sem hidrogênio, um sistema de energia descarbonizado baseado em eletricidade seria muito mais baseado em fluxo. Os sistemas de energia baseados em fluxo devem corresponder à demanda e à oferta em tempo real e podem ser vulneráveis a interrupções no fornecimento".

Com tantos benefícios potenciais para tantos grupos de interesse diferentes, não é de admirar que o hidrogênio tenha atraído o apoio de uma ampla coalizão. A política faz do hidrogênio uma ponte perfeita entre grupos de interesses que se opõem a ele, incluindo produtores de combustíveis fósseis e indústrias de energia renovável, ativistas ambientais e países exportadores de petróleo.

Mas, se o hidrogênio quiser atingir esse potencial, precisará superar grandes problemas técnicos em torno de sua produção, distribuição e armazenamento.

Para saber mais clique AQUI

Topo